Quando chega as campanhas políticas municipais, o que já é desagradável em campanhas de presidentes e governadores, deputados e senadores, se torna antipático e muito feio de se ver como também horrível para se conviver.
A proximidade familiar com candidatos a vereador e prefeito faz os ânimos dos eleitores ficarem acirrados de tal maneira que os mais fanáticos jogam na lata do lixo relacionamentos familiares e amizades das antigas, numa briga insensata da qual quem leva o prêmio não é o eleitor.
A intolerância de convivermos com o sentimento oposto tem levado ao fundo do poço histórias bonitas e relações que tinham tudo para dar certo, se não fosse essa tal de competição nervosa e vulgar sem troféu nenhum para o eleitor.
As irracionais e gananciosas disputas eleitorais que deveriam se limitar ao campo das ideias e do debate saudável objetivando um futuro melhor para todos, desarcertam os lares, inquietam os ambientes de trabalho, bem como transformam em fatídicos até os ambientes que deveria ser de lazer.
Piada de mal gosto que na maioria das vezes serve de estopim para uma agressão, é bem comum neste período na boca de quem ainda não entendeu que além de ninguém ser obrigado a gostar de ninguém o gosto do outro não tem que ser necessariamente o gosto meu ou seu.
A violência que alimenta a banalização da vida fomenta essa prática condenável e mesquinha.
Os atores políticos que se agridem nos pleitos algumas vezes caminham junto nas eleições seguintes com seus bolsos sempre cheios e as intrigas permanecem entre os eleitores mais afobados que para trás ficam depois que as eleições passam como sempre, com seus bolsos e corações vazios se lamentando pelas besteiras que fizeram e falaram diante da grande tela do futuro repetindo o passado.
Que a paz reine entre os eleitores do nosso e de todos os municípios brasileiros.
Na política como nas olimpíadas sempre teremos adversários, inimigos jamais.
Na discordância geramos a polêmica que engrandece o debate em prol do bem comum e não em torno apenas dos interesses daninhos e pessoais.
Como de tudo podemos extrair lições importantes para a vida da gente e para o convívio com os demais, calar a boca na hora em que uma palavra for comprometer a harmonia necessária para vivermos em sociedade também é um gesto de aprendizado, bom senso e maturidade.
Talvez eu esteja ficando velho e apenas escrevendo palavras de um simples sonhador diante de uma realidade que insiste em não querer passar. Possa ser que seja simplesmente uma utopia, entretanto não custa nada com o pedido a seguir tentar: MAIS TOLERÂNCIA JÁ”.
Geraldo Silva
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