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Como diria o cantor de brega Alípio Martins: Moro, onde andará voce?

 


O ex-juiz Sérgio Moro hoje perambula pelo mundo político como um cadáver insepulto, um zumbi do qual grande parte das pessoas quer distância.

Sigo esperando sentado, no entanto, por uma reportagem alentada do cartel da mídia sobre o fim melancólico do outrora herói da imprensa nativa.

E por que, então, uma pauta óbvia, de nítido interesse jornalístico, é solenemente ignorada?

O problema é que os veículos de comunicação apostaram alto demais na parceira golpista com Moro e agora lhes falta um mínimo de grandeza para reconhecer o quanto esse conluio foi nocivo para o Brasil.

No lugar de reportarem a queda livre de Moro rumo ao ostracismo, a imprensa prefere prosseguir na toada da mentira e da empulhação, defendendo a tese canalha de que Lula não é inocente, mas sim teve seus processos anulados por conta de formalidades jurídicas.

Fazem o possível para varrer para debaixo do tapete que Moro teve seus ganhos relativos aos serviços prestados à consultoria norte-americana Alvarez & Marsal questionados pelo Tribunal de Contas da União; que ele foi considerado juiz parcial não só pela Suprema Corte do Brasil, mas também pela ONU; que o ex-magistrado de Maringá está às voltas com a Justiça Eleitoral, acusado de forjar um endereço em São Paulo, para justificar a transferência irregular de seu domicílio eleitoral.


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