Na manhã deste sábado, 25, o Partido Liberal fez a sua convenção e formalizou a escolha do nome do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato da sigla à presidência da República. O evento foi realizado na Arena Pacaembu, em São Paulo.
Durante o evento, o filho “Zero Um” de Jair Bolsonaro fez vários acenos ao eleitorado feminino e também recebeu Javier Milei, presidente da Argentina, que discursou por quase meia hora. Não houve menção a quem poderá ser vice de Flávio na disputa presidencial, tampouco a alianças com outros partidos do centrão.
A fala de Flávio foi precedida por um discurso da sua esposa, Fernanda Bolsonaro, que mencionou o combate à violência contra mulheres. Flávio começou a falar ao lado da esposa e de sua mãe, Rogéria Bolsonaro. Mais perto do final do evento, ele foi ladeado também pela ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que integra sua equipe de campanha. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez uma participação em vídeo.
O discurso de Flávio foi interrompido por um vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA, pedindo apoio ao filho. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Nethanyahu, também enviou um recado em vídeo de apoio ao senador. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou por meio de um vídeo, gravado em um aeroporto — ele afirmou que estava a caminho da convenção, mas não chegou por conta das condições climáticas.
“Posso ser mais tranquilo, sorridente e moderado, mas aqui tem sangue Bolsonaro”, disse Flávio. Ele defendeu penas mais duras para agressores de mulheres e castração química para estupradores.
No começo da fala, Flávio evitou criticar diretamente o Supremo, mas, transcorrido algum tempo, falou sobre a quantidade de ministros que o próximo presidente poderá indicar. “Imagina se ele (Lula) inindicar mais quatro Alexandres de Moraes?”, disse o senador — o ministro citado foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Flávio também disse que, se Lula vencer as eleições, o Brasil “pode caminhar de volta para uma ditadura”
Várias lideranças conservadoras falaram sobre o palco: o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos); o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL); o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; e o senador e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN).

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