
O Ministério Público do Piauí (MP-PI) denunciou o subtenente da PM, Gildásio Lopes de Sousa pelo homicídio do mecânico Thiago Henrique do Nascimento, no dia 6 de outubro, na BR-316, após o tumulto causado pelo acidente com o influncer Lokinho e o namorado, Stanlley Gabryell.
A denúncia foi realizada no dia 13 de janeiro pelo promotor Regis de Morais Marinho, de 13ª Promotoria de Justiça. Segundo o promotor, a vítima já estava deixando o local do acidente quando foi alvejado pelo policial militar.
“Embora a intervenção inicial de Gildásio tenha se configurado como legítima defesa de terceiros e posteriormente de sua própria integridade, ele excedeu-se ao efetuar o disparo fatal contra Thiago Henrique Nascimento, que já havia cessado as agressões e tentava fugir, deste modo, não havia mais qualquer justificativa para sua conduta, sendo o disparo realizado de forma deliberada”, afirma em denúncia.
A denúncia detalha ainda que após o acidente, populares se aglomeraram com objetivo de linchar Lokinho e o namorado que estavam no carro do Corpo de Bombeiros. Gildásio estava de folga e à paisana e armado, transitava com familiares em seu veículo particular.
O mecânico estaria entre os populares que tentavam retirar Lokinho da viatura. Gildásio teria tentado evitar o linchamento e, segundo a denúncia, teria sido alvo de agressões pelo mecânico.
“Consta que a vítima teria agredido não apenas Gildásio, deferindo-lhe um chute, mas também a filha deste, que portava uma criança de colo, culminando na queda da mesma ao solo. Diante do contexto de tumulto e violência iminente, após se afastar momentaneamente, o policial sacou sua arma e, ao retornar com a pistola em punho, efetuou o disparo fatal contra Thiago, resultando em sua morte”, diz trecho da denúncia.
O MP analisou que a vítima já estava deixando o tumulto, correndo em direção a via principal, quando foi atingido fatalmente. A análise pericial não encontrou agressões de Thiago à filha de Gildásio, nem qualquer posse de arma por ele ou outros envolvidos.
O promotor também solicita que seja fixada em sentença condenatória valor mínimo de R$ 100 mil para reparação aos herdeiros da vítima. Ele também solicita que cinco testemunhas sejam ouvidas, entre eles Pedro Lopes, Lokinho, que estava no local do crime.
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