Trecho Afrânio – Dormentes sofre desvio massivo de composições pesadas que evitam fiscalização; prejuízos já aparecem e risco de acidentes cresce.
🚛 O problema: por que a PE‑635?
Carretas de dois vagões — bitrens e rodotrens — com peso acima do limite legal estão cada vez mais frequentes na rodovia estadual PE‑635, que liga Afrânio a Dormentes. A razão é simples: fuga de balanças e postos de fiscalização.
Como essa via estadual não conta com balanças fixas nem fiscalização constante, pode ter virado rota alternativa preferida de quem transporta carga com excesso — desviando do controle onde existe e migrando para onde não tem. O resultado é um aumento brutal e artificial no fluxo de veículos pesados numa estrada que nunca foi projetada para isso.
💸 Prejuízos: a pista está “sendo moída”
Rodovias estaduais como a PE‑635 têm projeto e estrutura bem mais leves do que estradas federais — e o sobrepeso acelera a destruição:
1. 🛣️ Deterioração acelerada do pavimento
- Trincas, rachaduras e fadiga precoce do asfalto;
- Formação de “trilhos de roda” e afundamentos que acumulam água e causam aquaplanagem;
- Buracos e panelas que aparecem rápido e crescem ainda mais rápido — destruindo a capa de rolamento em pouco tempo.
2. ⚠️ Riscos graves de acidentes
- Freios superaquecem e perdem eficiência: distância de parada fica muito maior;
- Centro de gravidade mais alto e instável — risco elevado de tombamento, principalmente nas curvas;
- Subidas íngremes forçam velocidades baixíssimas — gerando ultrapassagens arriscadas por carros e motos.
3. 🌉 Risco estrutural em pontes e bueiros
- Pontes antigas e galerias de drenagem não foram calculadas para essa carga extra;
- Efeito cumulativo pode levar a colapso estrutural — sem aviso prévio.

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