A defesa da soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Júlia Natália Girão Gomes, 27, presa por suspeita de participar da morte do policial militar Raphael Sampaio, 27, encontrado carbonizado na madrugada dessa última terça-feira (11), afirmou que não há provas contra o casal. "O que tem são presunções, e a Polícia querendo acelerar a investigação", afirmou o advogado Walmir Medeiros.
O advogado pontuou que não há provas também contra o marido da PM, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, 31, também preso em flagrante na terça, mas por outros motivos, após a polícia encontrar carregadores de munições e identidades suspeitas na residência do casal. Conforme as investigações, ainda não há elementos que vinculem Antoneudo ao homicídio do soldado Raphael.
Júlia e Antoneudo devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (13). Eles foram detidos nessa terça-feira, após serem ouvidos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
No caso de Júlia, que está no presídio militar, ainda será decidido se a audiência ocorrerá no Núcleo de Custódia de Maracanaú ou de Fortaleza, a depender de onde foi apontado que o PM morreu, se em Itaitinga ou Fortaleza. O corpo do militar foi achado já queimado dentro de um carro em Itaitinga.
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Foto: Reprodução |
"Por enquanto não há motivos para eles ficarem presos. Eles precisam ser soltos na audiência de custódia. Não há dúvidas, estão acelerando desnecessariamente a investigação, com uma pressa em mostrar resultados", defendeu Medeiros.


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