Folha de Pernambuco — 24 de agosto de 2026
Os oceanos registraram no último sábado, 22 de agosto, a temperatura mais alta já medida em toda a série histórica. O alerta foi dado nesta segunda-feira, 24, pelo serviço climático europeu Copernicus, que também confirma: as águas devem se aquecer ainda mais nos próximos meses.
🌡️ O recorde
A temperatura média dos oceanos atingiu 21,1°C na sexta-feira, 21, e no sábado, superando por pouco o recorde anterior registrado em março de 2024. O aquecimento é impulsionado por dois fatores combinados: o fenômeno El Niño, que já atinge proporções gigantescas e continua crescendo, e as mudanças climáticas causadas pela ação humana.
⚠️ O que está em jogo
Segundo Samantha Burgess, líder de clima do Copernicus: "Este é mais um sinal de que nosso sistema climático está sob tensão e de que o oceano está sob imensa pressão."
A oceanógrafa Jane Lubchenco, ex-chefe da NOAA (EUA), classificou o recorde como "muito preocupante" e foi ainda mais direta:
"Um oceano tão quente desestabiliza os padrões climáticos e ameaça a segurança alimentar, a prosperidade econômica e a vida marinha. Um oceano mais quente não é nosso amigo."
🌊 Os impactos já visíveis
- ⚡ O aquecimento torna a água mais ácida e com menos oxigênio, prejudicando toda a vida marinha e a pesca;
- 🌪️ Altera correntes e padrões climáticos, intensificando tempestades;
- 🔥 Amplifica ondas de calor em terra — pois a brisa marítima, que normalmente traz alívio à noite, perde seu efeito refrescante quando o mar está muito quente;
- 📉 O pico de calor costuma ocorrer em março/abril no Hemisfério Sul — mas este ano o recorde veio em agosto, o que é mais um sinal de alerta.

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