Você já viu ou ouviu por aí essa campanha: "E se a caneta fosse sua?" — uma pergunta simples, que faz pensar sobre quem manda, quem decide e quem deveria servir. E hoje eu trago essa mesma pergunta direto a você, morador de Afrânio, cidade de mais de 18 mil habitantes.
Se a caneta estivesse na sua mão, os precatórios do Fundef já teriam chegado às mãos dos professores?
Até hoje, muitos educadores ainda não receberam sequer a primeira parcela. O que foi apresentado até agora veio longe da clareza, da transparência e da segurança que esses profissionais merecem. Pergunto: se fosse você decidindo, ficaria enrolando, adiando e explicando pouco — ou honraria o que é direito de quem construiu esta terra?
E se a caneta estivesse na sua mão, o dinheiro dos funcionários de 2016 já estaria com eles?
Dinheiro que foi pago pela gestão da época, mas que até hoje não chegou aos verdadeiros donos. Mesmo depois de os trabalhadores terem ganhado a causa na Justiça, o grupo até hoje está no poder entrou com recursos, embargou, fez de tudo para segurar o valor — e o dinheiro continua parado, longe de quem conquistou com trabalho e com direito. Pergunto: com a caneta na sua mão, você faria o mesmo? Ou entregaria logo o que pertence a eles?
E se a caneta estivesse na sua mão — seria tudo igual a como é hoje?
Porque há mais de dez anos o mesmo grupo segura o lápis, segura a caneta. E enquanto isso, direitos esperam, dinheiro não chega e a informação não aparece.
A pergunta fica com você: se a caneta fosse sua, mudaria? Ou continuaria do mesmo jeito? 🤔
Jornalismo Independente!

Comentários