Novas caras redesenham modelo antigo do NÓS contra ELES em Dormentes. Como diria Cazuza: "eu vejo o futuro repetir o passado".
O verso "Eu vejo o futuro repetir o passado" na canção O TEMPO NÃO PARA do saudoso Cazuza, descreve uma espécie de imobilismo social, repetitivo e imutável na política brasileira, tipificado pela postura dos eleitores que em cada novo periodo eleitoral facilmente se encantam com as novas roupagens das campanhas, mesmo conscientes de que essas roupagens novas nada mais são do que protótipos de projetos de mudancas, mas de mudancas apenas superficiais,, projetos que são apresentados para este incansável e esperançoso povo que faz parte dessa massa que passa nos projetos do futuro, tornando o museu de grandes novidades dessa gente no presente, um grande acervo de repetições com ideias que quase sempre ou nunca irão corresponder aos fatos, basta esperar pra ver, até porque como bem dissera o próprio Cazuza, "o tempo não para", bem como, agora digo eu, quem para mesmo são as pessoas que as vezes estáticas ficam de quatro em quatro anos sonhando com dias melhores, tendo como base palavras apenas, palavras pequenas; palavras ao vento, palavras em alto e bom tom, palavras de um suposto futuro bom.
Caramba! Viajei, parafraseando grandes nomes da criticidade musical brasileira. Entretanto, voltando pra terra, digo, para Dormentes Pernambuco, como já é sabido por todos, parece que por lá a dança das cadeiras está coreografando os passos das novas temporadas partidárias a moda antiga: de um lado o grupo de Zé Olímpio, representado pela liderança de Josimara Cavalcanti - Pré-candidata a deputada estadual e do outro o grupo de Geomarco Coelho, representado por Corrinha de Geomarco, a atual prefeita do referido município, que depois de praticamente quatro mandatos caminhando juntos e portanto agregando aliados, agora se separam e como consequência dessa separação os funcionários considerados próximos a ex-prefeita, há quem diga que estão sendo cassados pela atual gestão, enquanto que os munícipes e expectadores vizinhos assistem o modelo do novo futuro aos poucos criar forma se reorganizando, não sei se por ironia do destino ou coisa semelhante, repetir um pretérito que por um certo momento parecera mais que perfeito, contudo, como nem tudo que parece é, isso tudo pode terminar é reimprimindo aquela velha imagem dos ferrenhos adversarios em detrimento da aliança perfeita.
Editor: GSilva

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