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Fim dos cachês milionários: comemoração de sensatos gestores ou moralidade seletiva de hipócritas?


A comemoração de alguns prefeitos pelo estabelecimento de um teto de R$ 350 mil para cachês artísticos — aprovado, por exemplo, pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) neste março de 2026 — configura "moralidade seletiva ou hipocrisia na administração pública e na transparência dos gastos culturais em vários municípios,? _ Inclusive, em alguns teve até deboche contra quem condenava tamanha farra em detrimento das necessidades básicas dos cidadãos e cidadãs, como aconteceu várias vezes com este blogueiro que vos fala, usando como base o falso argumento de que não tinha visão quem criticava tais "investimentos", pois não sabia que esses valores altos tirados dos cofres públicos, segundo a falsa argumentação de alguns gestores, alavancavam a economia local, quando na verdade após o término desses eventos, a cidade ficava mesmo era mais aflita economicamente falando, como por exemplo, já vimos e ouvimos várias vezes esse tipo de argumento e insatisfação aqui na cidade de Afrânio no Sertão do São Francisco.

A primeira pergunta que faço, por sinal, muito coerente, é a seguinte. A consciência só veio agora depois da aprovação do teto na AMUPE?

A segunda pergunta.

Quem estava certo quando dizia que era um grande desperdício a extraviação do dinheiro público com esses cachês milionários para 1h e meia de show; quem sempre criticava ou quem o povo enrolava dizendo ser investimentos para os munícipes?

Outras perguntas 

Se eram mesmo investimentos, porque todos os prefeitos decidiram depois da repercussão negativa na imprensa, acabar com a safadeza imoral, com a farra absurda com o dinheiro do povo, em detrimento de suas respectivas vaidades argumentais?

Quem já defendeu em público a mentira de que era investimento e não prejuízo, vai se manifestar em público admitindo o erro e pedir desculpas ao povo, o real dono do dinheiro? 

E se não o fizer, tal postura arrogante pode ser vista como humildade ou como prepotência?

Argumentos para "Moralidade Seletiva" ou Hipocrisia:

Contradição Histórica: Muitos dos gestores que agora celebram o limite (350 mil) já aprovaram, em anos anteriores, contratos que superavam até 1 milhão de reais por um único show.

Consciência Tardia: A mudança de postura ocorre frequentemente após forte pressão popular, inquéritos do Ministério Público e desgaste nas redes sociais, e não por uma iniciativa proativa de austeridade. 

Enfim, utilizar verbas públicas elevadas ao bel prazer, sabe-se lá de quem, e alegar investimento na economia local com o comércio da cidade fraco e a percapta, digo, o poder de compra da população cada vez menor é contrasenso ou conversa para enganar tolos, e assim sendo, o mínimo que esses prefeitos contraditórios deveriam fazer agora, após a aprovação desse teto de 350 mil, era fazer a conta certa para descobrir quantas vezes gastaram 600 mil, 700 mil ou até 1 milhão em municípios pequenos como os nossos, que vez em quando deixa desejar em tudo, inclusive no apoio ao homem do campo, e com postura decente e humilde reconhecer que erraram e pedir desculpas a população também reconhecendo que quem sempre foi contra, a exemplo de setores da imprensa, bem como, dos profissionais independentes, que não são custeados por lado nenhum, que foram sem dúvidas a grande motivação para chamar a atenção do ministério publico e da sociedade, objetivando colocar um freio nessa barbaridade disfarçada de cultura Alegre, o mínimo que eles, se tivessem mesmo do lado povo deveria, não era hipocritamente comemorar, não, repito, era além de pedir desculpas a população, admitir que sempre estiveram certos os que tiveram coragem de crticar tais abusos.

O Blog GSilva Independent continua afirmando que nesses casos o dinheiro público é para investimento na cultura local, beneficiando artistas locais, criadores locais, bem como os agricultores e todos os cidadãos que são os que verdadeiramente devem usufruir de suas produções e liberdades para o livre comércio, que é só assim que iremos ver melhorar a economia do município e consequentemente o poder de compra dos cidadãos, e não fazer festa para encher o rabo de quem vem de fora num dia e no outro vai embora com os bolsos cheios, deixando os bolsos dos munícipes ainda mais vazios. 

Portanto, abaixo hipocrisia e avante a força das vozes da verdade que não se calam a serviço do bem estar comum.

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