Policial civil prende a si mesmo após 21 anos por tentativa de homicídio ligada a rixa entre famílias em Pernambuco
O policial civil Carlos César Florentino Novaes, de 50 anos, apresentou-se voluntariamente e cumpriu um mandado de prisão contra ele mesmo na última quinta-feira (15), na Delegacia de Igarassu, Região Metropolitana do Recife. Ele é acusado de tentar matar a tiros o agente de trânsito Marc Antônio Ferraz Nunes, em 2005, durante um episódio relacionado a uma antiga rixa entre os clãs Ferraz e Novaes, originada em Floresta, no Sertão de Pernambuco.
Segundo boletim da Delegacia de Igarassu, Carlos César descobriu o mandado de prisão ao consultar o banco nacional. Após constatar sua existência, informou à chefia e deu voz de prisão a si mesmo, cumprindo a ordem judicial.
No registro policial, o agente listou o que considera erros em seu julgamento e afirmou ter consciência dos riscos ao ser levado ao presídio. Ele relatou que, no dia 5 de janeiro de 2005, entregou-se espontaneamente à polícia, dias após a tentativa de homicídio contra Marc Antônio, que ocorreu no Bar Tropicália, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife.
A vítima sobreviveu ao atentado e atualmente atua como guarda municipal em Jaboatão dos Guararapes. Não foi esclarecido por que, mesmo após ser julgado por tentativa de homicídio, o mandado contra Carlos César Novaes ainda não havia sido cumprido.
A rivalidade entre as famílias se intensificou em abril de 2010, quando Carlos César foi alvo de um atentado em Paulista, também na Região Metropolitana. Ele foi baleado no ombro e levou tiros de raspão na cabeça e no tórax, mas sobreviveu ao usar o carro como proteção. O veículo foi atingido por 36 disparos.
Dias depois, os quatro suspeitos do atentado foram presos em Orocó, no Sertão. Entre eles estavam Marcelo Freire Ferraz e Erick Bione Ferraz, identificados como membros do clã rival. Segundo as investigações, o crime foi motivado por vingança pela tentativa de homicídio sofrida por Marc Antônio Ferraz em 2005.

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