Porque estamos naturalizando aumento de mais 30 milhões de políticos em apenas 04 anos? - A política que enriquece da noite para o dia enquanto o povo não recebe nem o que é de direito
EM SUA CIDADE TAMBÉM ACONTECE ESSA MÁGICA DE UM POLÍTICO PRECISAR APENAS DE 04 OU 08 ANOS PARA SE TORNAR UM MILIONÁRIO?
Pois bem, nas eleições de 2026, houve deputados candidatos à reeleição com aumento patrimonial superior a R$ 30 milhões. Esse fenômeno não se restringiu a uma única região, embora os maiores crescimentos, tanto nominais quanto proporcionais, estejam concentrados em candidatos específicos de diferentes estados do Brasil.
A exemplo de Alagoas, Pernambuco acompanha o cenário nacional e tem políticos com evoluções patrimoniais milionárias e expressivas nas declarações enviadas ao TSE para as Eleições de 2026. Deputados que buscaram a reeleição declararam um aumento de patrimônio que soma mais de R$ 30 milhões em apenas quatro anos de mandato. São homens e mulheres que vivem da função pública, recebem salário pago pelo contribuinte e, nesse curto espaço de tempo, multiplicam fortuna de forma impressionante.
Não estamos falando de empreendedores que arriscam capital, geram emprego e movimentam a economia. Falamos de quem ocupa cargos públicos pelo voto do povo, pregando que precisa do voto da população para melhorar a vida dos eleitores, e ao fim do mandato volta para casa com os bolsos muito mais cheios do que quando entrou.
E o contraste é doloroso: enquanto isso acontece nos gabinetes, nas cidades do interior — como aqui em Afrânio, no nosso Sertão — vemos faltar o básico necessário aos cidadãos, mas sobrarem palavras, gestos e discursos vazios nos períodos de campanha. Tudo isso incompatível com a falta de água, escolas carentes, saúde que não dá conta e até com o dinheiro que é de direito do povo: os precatórios do Fundef e os valores pertencentes aos ex-servidores de 2016, já reconhecidos pela Justiça como direitos deles, que por entraves decorrentes de ações e embargos insensíveis de quem não tem o mínimo respeito por quem tem tão pouco para sobreviver, ainda não foram recebidos. O povo trabalha, suda, contribui… e não vê retorno. Enquanto isso, quem deveria nos representar enriquece em tempo recorde.
Isso não é mérito. É sinal de que algo está muito errado. Quem vive exclusivamente do serviço público não deveria acumular riqueza dessa proporção em tão pouco tempo. Quando isso acontece, é legítimo perguntar: de onde vem esse dinheiro? Que acordos, favores e interesses estão por trás?
Não é inveja — é indignação. É a consciência de que o dinheiro que deveria melhorar a vida de todos está sendo convertido em patrimônio de poucos. É hora de cobrar transparência, questionar e escolher melhor em quem confiamos nosso voto. Porque quem entra pobre e sai milionário da política, quase nunca faz pelo povo — faz às custas do povo. ✊
GSilva Independent

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