Até tu Mendoncinha?
Mensagens e áudios extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam um encontro secreto com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de toda a articulação que antecedeu a reunião.
📋 Os fatos documentados
🤝 O encontro secreto
- Data: 14 de março de 2025, em São Paulo;
- Duração: cerca de duas horas;
- Local: endereço de um instituto fundado pelo próprio ministro André Mendonça;
- Contexto: a reunião foi articulada semanas antes pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL/SP).
💬 As mensagens e áudios que comprovam a articulação
- 7 de fevereiro de 2025: Ciro Rocha Soares tenta contato com Vorcaro e avisa: "Tô com André M." — indicando que já estava com o ministro;
- 8 de fevereiro de 2025: Ciro envia áudio dizendo: "Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno" — e compartilha foto ao lado de Mendonça;
- No dia seguinte, Ciro insiste: "O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes" e reforça: "Muito importante sua ida nele junto comigo";
- Em outro áudio, Ciro relata: "O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele."
⚖️ O assunto tratado
As conversas confirmam que o ministro já tinha conhecimento prévio dos problemas enfrentados pelo Banco Master junto ao Banco Central — e que a articulação visava justamente tratar desse assunto. O material comprova:
- A articulação promovida por pessoas próximas ao ministro;
- O conhecimento prévio de Mendonça sobre o caso;
- A realização de pelo menos uma reunião reservada com o banqueiro.
💬 Comentário
"Isso é grave, meus amigos. Um ministro do Supremo Tribunal Federal, que deveria ser exemplo de imparcialidade e distância de interesses, se encontra em reunião reservada com um banqueiro que enfrentava problemas graves no Banco Central — e ainda por cima é articulado por um advogado e um deputado que agem como intermediários. As mensagens mostram que desde fevereiro de 2025 já havia articulação, que o ministro já sabia de tudo, e que o encontro foi marcado de forma discreta.
O que se pergunta é: por que tanta reserva? Por que intermediários? Por que tratar de um assunto que poderia vir a ser julgado ou analisado pelo próprio STF? A impressão que fica é de que há muito mais coisa do que aparece. E o pior: tudo isso veio à tona porque o celular do banqueiro foi apreendido. Quantas outras conversas, quantos outros encontros não acontecem sem deixar rastro?
A verdade é uma só: quando um ministro do Supremo se reúne em segredo com um banqueiro investigado, a confiança nas instituições fica abalada. E se há algo irregular, que seja apurado. Porque a lei é pra todos — inclusive pra quem está no topo da Justiça."

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