Há uma linha que não pode ser cruzada por quem se propõe a levar informação à sociedade: a linha que separa o entretenimento da notícia, e a opinião fundamentada da agressão gratuita. E cada vez mais, essa linha tem sido borrada de propósito — seja por quem busca apenas visualizações, seja por quem transforma informação em mercadoria política. O risco de confundir divertimento com informação Primeiro, é preciso dizer com clareza: gracinhas da internet e vídeos engraçados não são notícia. Entreter é uma função legítima e necessária — mas informar é outra. Quando um veículo confunde humor com apuração, ou trata fatos com a leveza de um meme, deixa de cumprir seu papel: o de mostrar a realidade com seriedade, para que o cidadão possa decidir com base em dados, não em emoções passageiras. A informação vestida de notícia, mas comprada por interesses Há também uma enganação mais perigosa: aquela em que políticos pagam para que informações interesseiras sejam apresentadas como se fossem jorna...
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