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| GSILVA COMENTARISTA |
Os assessores especiais da governadora Raquel Lyra que não corresponderam ao esperado dão conta de uma realidade clara: todo o rebolado que impressiona no município de origem não tem o mesmo efeito a nível de estado. Em cidades que por muito tempo não tiveram uma liderança forte, nomes acabam sendo vistos como algo extraordinário — e encantam quem está perto demais, impedindo-os de enxergar com clareza a diferença entre quem tem capilaridade política regional com quem apenas se infla com a ideia de reizinho especial de um grupo numericamente limitado. Entretanto, a verdade das urnas não mente é bem diferente.
Desde janeiro de 2025, passaram-se mais de vinte meses. A governadora investiu fortemente para contar com a força política de Rafael Cavalcanti, em Afrânio, e de Vilma Capelarro, em Lagoa Grande, esperando que fossem verdadeiros reprodutores de votos para sua candidatura e para a base governista nas eleições de 2026. A pergunta que fica é direta: se não fosse o desempenho de outras lideranças que corresponderam de fato, o recurso público aplicado nestas duas nomeações teria sido sequer compensado?
EM AFRÂNIO — 09 VEREADORES, UM PREFEITO E A CONTINUIDADE DO OUTRO.
CONTUDO, AINDA ASSIM A MULHER PERDEU EM AFRÂNIO.
Ultimamente Rafael Cavalcanti com pouse de grande líder da nova política local, tem ao lado nove vereadores e o prefeito que juntos trabalharam abertamente pela governadora. E mesmo assim — mesmo com toda essa estrutura pesada — Raquel Lyra perdeu em Afrânio para João Campos, que foi apoiado pela oposição liderada por Lélio Ramos, Geferson Cavalcanti, Osvaldo Cavalcanti e Romayne Macedo com o apoio de vários outros amigos. Tanta força política mobilizada e o resultado não foi o esperado.
EM LAGOA GRANDE — O MESMO CENÁRIO, O MESMO FRACASSO
Em Lagoa Grande, com Vilmar Capellaro na mesma condição de assessor especial e com toda a cúpula do governo ao seu lado, a história se repetiu. Mais de vinte meses de salários pagos, de investimento, de estrutura — e o retorno eleitoral foi magro, insuficiente, desproporcional ao que foi colocado. Mil e poucos votos não justificam o esforço, não justificam o gasto, não justificam a expectativa criada.
A PERGUNTA QUE NÃO PODE FICAR SEM RESPOSTA
Será que Rafael Cavalcanti em Afrânio e Vilma Capelarro em Lagoa Grande, são realmente fortes a nível estadual — ou fortes apenas para os seus aliados, que vivem fascinados, encantados e obstinados diante de nomes que parecem grandes, mas não conseguem transferir essa força para urnas mais distantes como aliados?
O eleitor não se deixa enganar por cargo ou por título. Vota por presença, por trabalho, por confiança. E quando o resultado não vem, não é o eleitor que erra — é a audácia dos empolgados em questão, que contradiz tais egos apenas inflados! 🗳️⚠️
GSILVA INDEPENDENT

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