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Afrânio-PE: cidade de 19 mil habitantes — por que tantos bares, restaurantes e entregas? É sinal de economia fraca ou sucesso?

"Afrânio: o futuro que a sua gente quer vai muito além do que se vê nas imagens editadas."





Afrânio, no Sertão de Pernambuco, tem cerca de 18,7 mil habitantes, PIB per capita baixo (R$ 14,5 mil/ano) e 86% da receita vem de fora — marca típica de economia frágil, dependente de repasses e aposentadorias. Mas anda por lá e vê: em quase cada bairro, abre um novo restaurante, bar ou serviço de entrega. Por que isso acontece? E o que significa: fracasso ou força?

Primeiro: por que abre tanto negócio de comida onde a renda é baixa?

É o caminho mais fácil para trabalhar

Numa cidade com pouca indústria, comércio limitado e poucos empregos formais, alimentação é o negócio que exige menos, dá mais rápido e cabe no bolso de quem quer empreender. Não precisa de grande estrutura, faculdade ou máquinas caras: com uma cozinha, panelas, ingredientes simples e disposição, já começa. Muitas famílias abrem na própria garagem, na frente de casa ou numa salinha alugada barato. É a porta de entrada para quem quer gerar renda.

Dinheiro circula, mas é todo de “renda transferida”

Quase todo dinheiro que entra em Afrânio vem de aposentadorias, Bolsa Família, salários de serviço público e repasses federais. Esse valor não é alto, mas é certo, mensal e chega em quase todas as casas. E onde o povo gasta esse dinheiro? Comida! Porque é necessidade básica, é o que dá para pagar, é o que alimenta e também é o que serve de lazer. Mesmo com pouco, ninguém deixa de comer — e muita gente prefere comprar pronto, pois é mais prático.

Comida é lazer, é ponto de encontro onde não se tem outras opções.

No interior, o que existe para fazer à noite, no fim de semana? Poucas opções: cinema não tem, shopping não tem, poucas festas. O bar, Lanchonete e o restaurante são a praça, o clube, o ponto de conversa. É onde se encontra amigos, se assiste jogo, se bate papo, se mata a saudade. Abrir ali não é só vender comida: é oferecer o principal entretenimento da cidade.

Delivery virou regra, não luxo

Hoje, com celular e moto, entrega em casa ficou comum até na roça. Em Afrânio, a distância é curta, a cidade é compacta: entregar é barato, rápido e todo mundo aceita. O delivery fez o negócio crescer ainda mais: o dono vende mais, o cliente recebe em casa, e o dinheiro fica tudo girando dentro da própria cidade.

O povo trabalha, sobrevive e se reinventa — o que falta é investimento e oportunidade.

Diante de tudo o que vimos: uma cidade de 19 mil habitantes, economia pequena, dependente de recursos que vêm de fora, pouca indústria, pouca geração de riqueza nova… mas com bares, restaurantes e entregas abrindo em todo canto, uma coisa fica mais do que clara:

O povo de Afrânio tem coragem, disposição e uma vontade enorme de trabalhar e sobreviver.

Não é falta de jeito, não é falta de força, não é falta de inteligência. Quem transforma uma cozinha simples, um fogão e ingredientes básicos em negócio, emprego, renda e movimento para a cidade, prova que a capacidade existe, e é grande.

Em cada esquina, em cada bairro, o que se vê é gente que não espera cair nada do céu: se vira, faz acontecer, trabalha duro para colocar o pão na mesa e manter a vida funcionando. Mesmo ganhando pouco, mesmo na dificuldade, mesmo com limitações, o empreendedorismo brota naturalmente porque é da natureza desse povo não cruzar os braços.

Mas aí está a realidade nua e crua:

Falta estrutura para crescer além da comida.

Falta dinheiro que chegue para gerar empregos formais, renda melhor, projetos que valorizem o que a terra e o povo podem oferecer.

Falta políticas públicas que olhem para a cidade não só como lugar que recebe repasses, mas como lugar que tem potencial, tem gente boa e merece crescer de verdade. É preciso parar de enganar o povo com propagandas de carros novos, por exemplo, para o serviço público, que são bons para a locomoção dos envolvidos mas em nada tem a ver com ações proeminentes para um futuro melhor para todos. 

Isso não é mérito de politico local nenhum, transporte escolar ou para a secretaria de saúde, além de ser fruto dos impostos que pagamos, quem entrega são os governos estadual e federal e não geram economia para ninguém, pelo contrário, geram é despesa para os cofres públicos. 

Assim sendo, está mais do que na hora de evoluirmos e pararmos de aplaudir chegada de transporte público como se fosse uma grande bondade feita por político local, que não é, do jeito que chega em Afrânio chega em todos os municípios da federação.

Hoje, a economia de Afrânio se sustenta quase só na força do próprio cidadão, que usa o que tem para sobreviver. Mas é como se todos estivessem pedalando forte… numa bicicleta sem marcha: anda, se move, não para, mas não sai do lugar.

A conclusão que não tem erro:

A quantidade de bares e restaurantes não é sinal de riqueza, mas também não é sinal de fracasso. É, acima de tudo, o retrato de um povo guerreiro.

Ela mostra que, mesmo sem investimento e sem grandes oportunidades, o povo de Afrânio dá um jeito de trabalhar.

Imagine só, então, o que essa cidade não seria capaz de fazer, o quanto não poderia crescer, o quanto não poderia gerar riqueza e felicidade, se recebesse o mínimo de estrutura, o mínimo de incentivo, o mínimo de oportunidade que o seu povo merece?

A força já existe. A coragem já está aí. Agora é só abrir caminho, investir e dar chance — que o crescimento vem, e vem forte.”

Pega a visão gestores!

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