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Necessidades humanas básicas, fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades são os 03 pilares principais usados para medir a qualidade de vida nos municípios brasileiros



Afrânio, no Sertão do São Francisco em Pernambuco aparece na lista dos 10 piores municípios com pior qualidade de vida.

Sempre critiquei essa política de apenas retoques, pequenos arranjos técnicos, sem mudanças profundas, sem estrutura nova, sem soluções definitivas. E os números provam que eu sempre tive razão.

Veja onde estamos: Afrânio está na 9ª posição entre os piores municípios de Pernambuco em qualidade de vida, empatado com Maraial, conforme dados do IPS Brasil — índice que mede exatamente o que importa: saúde, educação, saneamento, moradia, oportunidades e condições básicas de vida. Não é opinião minha, não é conversa de oposição: é dado oficial, publicado, registrado. A matéria não é minha, eu só repito o que os números gritam.

É a política do "fazer de conta": retoques na pintura, consertos pequenos, mas nada que mude a realidade de fundo. Não há olhar sensível, não há projeto para o futuro, não há vontade de transformar. O resultado está aí, claro para todo mundo ver: nosso município figurando entre os piores do estado, e os donos do poder cada vez mais ricos.

Quem se contenta com pouco, com aparências, com "retoques", nunca vai ver mudança de verdade. E os dados mostram isso duramente: enquanto a política for só maquiagem, a nossa posição no ranking não vai mudar, e a desigualdade só aumenta.

Isso significa que a qualidade de vida não é medida apenas pela riqueza financeira (PIB), mas pelo bem-estar real e diário da população. Cidades com notas altas nesses critérios garantem acesso a direitos fundamentais, sustentabilidade, segurança, infraestrutura e oportunidades de desenvolvimento para todos. 

Os principais índices que utilizam essa metodologia (como o Índice de Progresso Social - IPS) dividem a avaliação em três pilares principais:
1. Necessidades Humanas Básicas
Avalia se a cidade atende às necessidades mais urgentes de sobrevivência e dignidade da população.
  • Saúde e saneamento: Acesso a água tratada, esgotamento sanitário, moradia digna e mortalidade infantil.
  • Segurança e ambiente: Taxas de homicídio, violência contra grupos vulneráveis, poluição do ar e qualidade da água. 
2. Fundamentos do Bem-Estar
Avalia se existem condições e ferramentas para os cidadãos melhorarem suas vidas.
  • Educação e Informação: Acesso à educação básica de qualidade, taxas de alfabetização e acesso à internet/informação.
  • Saúde física e mental: Acesso à rede de saúde pública preventiva e estrutura de atendimento. 
3. Oportunidades
Avalia a liberdade, a autonomia e as chances de crescimento sem discriminação.
  • Direitos individuais e ambientais: Liberdade de expressão, direitos políticos e áreas verdes acessíveis.
  • Inclusão social e acesso à educação superior: Níveis de igualdade entre gêneros, raças e acesso a universidades.
Por que isso é importante?
Ao descartar métricas estritamente econômicas, esses critérios conseguem destacar cidades que, mesmo sem grande poder financeiro, oferecem excelente infraestrutura, segurança e ar puro. Por outro lado, mostram metrópoles com grande riqueza, mas com periferias sofrendo com falta de saneamento e alta criminalidade.

GSilva Independent 

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