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A história da motinha que levou seu dono sorrindo para a festa mas que na metade do caminho de volta para casa ficou em chamas deixando quem para festa levou voltar a pé chorando



Domingo na Roça: Das boas lembranças de glórias no passado a fumaça cinzenta da estrada sanfoneira do presente.

Quem é da nossa terra lembra com saudade dos tempos de ouro, quando Zé Cachoeira, Carlos Augusto e Zé Maria Toca Tudo mandavam ver na tradição, e o Domingo na Roça era o evento mais esperado da região. Naquela época, o mundo ainda não tinha entrado na era digital, a qualidade era outra, a emoção era diferente e tudo funcionava no ritmo da simplicidade, sem essa de tecnologia que hoje deixa tudo "perfeito", mas que também tira o brilho da coisa raiz.

Pois bem, aconteceu mais uma edição desse evento histórico por aqui, e o contraste entre o antes e o agora não poderia ter sido mais surpreendente, triste e ao mesmo tempo bizarro. Desta vez, o personagem principal da história foi o sanfoneiro da vez: o nosso amigo Adelson do Acordeon.

Lá foi ele todo animado, levando sua arte e sua alegria, montado na sua motinha, pensando que iria só fazer o que todo mundo gosta: tocar, se divertir e manter viva a tradição. Mal sabia ele que essa seria a última vez que iria para a roça sobre duas rodas, pois a partir de agora, o jeito vai ser ir no "onze" — ou seja, a pé mesmo! 😂

A história é boa e tem detalhes que não dá para esquecer. Na volta para casa, Adelson levou um pequeno tombo daqueles clássicos, tipo a máxima popular: "beber, cair e levantar". Agora, se ele tinha bebido alguma coisa ou não, isso eu não posso afirmar, porque não vi e nem vou julgar... mas que ele caiu ligeiro e se levantou mais depressa ainda, disso eu tenho provas! Tem um vídeo que um colega fez e postou, registrando o momento exato da queda e da rápida recuperação.

O problema é que ele se levantou muito rápido, mas a sua motinha não teve a mesma sorte. O que era para ser diversão à moda antiga terminou em prejuízo atual porque a sua motinha companheira ficou lá mesmo onde caiu em chamas, literalmente danificada pelo fogo, e o sanfoneiro que antes era só "Adelson do Acordeon", vai continuar sendo Adelson do Acordeon, mas SEM SUA MOTO companheira.

E pra completar a cena, o amigo que publicou o registro do episódio em vídeo está com aquele ar de quem está precisando de um carinho, pedindo ajuda de mansinho, com aquela indireta direta para a organização do evento:  Tipo: "Ajuda aí o bichinho, que foi trabalhar direitinho e se divertiu bem bonzinho, porém na volta da festa ficou bem tristinho sem o seu querido transportinho. 

Agora é esperar para ver se a organização ou os amigos em geral socorre o artista, afinal, se a tradição continuar, a pé é que não vai dar para o artista chegar lá.

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