Lava jato neles! A desavergonhada incoerência do juiz autointitulado anticorrupção agora ao lado de quem se escandalizou perante a visão nacional ao lado do banqueiro comprovadamente mais corrupto do país
Não existe imagem mais revoltante e decepcionante para quem ainda leva a sério a Justiça e a ética. Um homem que construiu toda a sua fama e reputação se dizendo o guardião da lei, o inimigo número um da corrupção, aquele que não se curvava a poderosos e que punia quem desviava o dinheiro público. O país todo o aplaudiu justamente por essa suposta postura de retidão e independência.
Essa mudança de lado não é apenas política: é uma traição à confiança de milhões de brasileiros. É a confirmação de que a tal luta contra a corrupção servia só de passagem para o centro dela, e que a punição que tanto pregava era mesmo só para os adversários, isso porque na hora de fazer acordos, de garantir espaço e poder, os tais princípios que dizia ter foram jogados no lixo.
Para nós, cidadãos que ainda somos justos, que pagamos nossos impostos e que esperamos que a lei valha para todos, essa postura do ex-juiz é uma ofensa aos patriotas natos. É a vergonha de ver quem deveria representar o que há de mais sério no Estado nada mais é do que mais um político interessado, sem compromisso com a verdade, capaz de qualquer incoerência para se manter no topo. Isso envergonha a Justiça a qual pertenceu e a abandonou pelo poder, envergonha a boa política e, acima de tudo, envergonha o povo brasileiro que nele um dia acreditou.
Lava Jato neles já! - Para que? - para punir a desavergonhada incoerência do juiz autointitulado anticorrupção, que hoje se ombreia com quem pratica o que um dia ele próprio fingiu repudiar — digo, com quem mentiu, fingiu e sorriu da cara do brasileiro afirmando com deboche e desespero não ter um centavo de corrupção no filme do pai,
Não há hipocrisia maior, nem vergonha mais explícita.
Durante anos, ele se vendeu para o Brasil como o justiceiro implacável, o homem da lei que não tinha medo de ninguém, que dizia combater o sistema, os poderosos e, acima de tudo, a corrupção nas suas maiores formas. Usou a bandeira da Lava Jato como escudo e plataforma, ganhou aplausos, fama e poder exatamente por se apresentar como o oposto de tudo o que é sujo, de tudo o que é errado na política e na economia.
Hoje, a máscara caiu de vez. O mesmo homem que um dia parecia se escandalizar diante das acusações, que usava o que havia de pior para atacar adversários, agora posa sorrindo, ao lado de quem confessou ter pedido grana alta da instituição mais podre da história econômica nacional.
Essa aproximação não é só uma incoerência política: é uma prova definitiva de que tudo aquilo não passava de teatro. O combate à corrupção era seletivo, era arma de ataque, nunca um compromisso de verdade. Agora, ao abraçar quem tem na sua história o tipo de podridão que ele dizia querer extirpar, ele revela quem sempre foi: não um defensor da Justiça, mas sim um oportunista que usou a lei para chegar onde está.
Símbolo da justiça nacional ou cheiro de repulsa que paira sobre a nação?
O que deveria ser exemplo da lei, da seriedade e da imparcialidade, hoje carrega a marca da vergonha ao se aliar a quem pratica o que antes antes dizia combater.
É o símbolo perfeito de tudo o que está errado no nosso sistema: onde a lei serve para punir uns, mas é dobrada, moldada e esquecida para favorecer outros. Essa proximidade, essa aliança, não tem cheiro de autoridade, nem de correção. Tem cheiro de coisa podre, de desonestidade disfarçada, de traição à confiança do povo. É uma presença que causa repulsa, porque mostra, de forma escancarada, que a justiça no Brasil, para muitos que estão no topo, é apenas uma peça de teatro — e eles são os primeiros a sair de cena quando lhes convém.
Cazuza tinha ou não tinha razão quando afirmou que esse tipo de piscina geralmente se encontra cheia de ratos?
GSilva Independent


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